MINISTERIO DO TURISMO DE TIMOR LESTE

Petróleo de Timor atrai Sauditas, Chineses e Coreanos.

Jornal de Negócios Terça-feira 2 de Dezembro 2008 | INVESTIMENTO

Petróleo de Timor atrai Sauditas, Chineses e Coreanos.

Ministro Timorense diz que o país podia ser um portal de exportações para as empresas Portuguesas.

Alexandra Noronha : anoronha@mediafin.pt

O petróleo em Timor continua a atrair as atenções internacionais. Em entrevistaao Negócios, GilAlves, ministro do Turismo, Comércio e Indústria dopaís, revelouque entreos interessados estão grupos sauditas, chineses e coreanos e que só dependem dos resultados das pesquisas que estão a ser realizadas para apresentarem propostas. “Até ao fim do ano vamos ter quatro mil milhões de dólares na reserva e alémdisso temos umexcedente de 800milhões. Só de uma fonte temos mais de doze mil milhões de dólares, daqui a uns dez ou 20 anos”, explicou Gil Alves, referindo que para opaísuma das principais prioridades édeixara dependência que têm actualmente da Austrália no sector. “Estamos agora emconversações com a Austrália para podermos ter uma refinaria e indústrias de petroquímicas. Timor é umpaís soberano com todososdireitos”, afirma Gil Alves, referindo-se ao “pipeline” que o país quer construir para fornecer directamente gás e petróleo do Mar de Timor.

Turismo e indústrias na calha

GilAlves realça,no entanto, que Timor-Leste não pode depender do petróleo e que necessita de desenvolver outras actividades. “O turismo é um sectormuito produtivo e fácil de alcançarem termos de desenvolvimento. Estamos a criar as infra-estruturas suficientes para isso”, salienta o governante timorense, que refere que o actual governo, liderado por Xanana Gusmão, está em condições de oferecer as condições de estabilidade política necessárias para atrair investimento estrangeiro.

Deste modo, Gil Alves diz que Portugal e Timor podemcriar sinergias importantes. “Timor podia ser, no contexto da Ásia, um portal de exportação para as empresas portuguesas. Evice-versa. Portugal podia ser também um ponto de escoamento para a Europa”, afirma o governante. Alémdocafé,que tememTimor a Delta como principal compradora, o governo de Díli pretende incentivar indústrias leves (tecnologias por exemplo) e conferir valor acrescentado aos produtos agrícolas timorenses.

Para estimulara indústria, Gil Alves explica que um projecto para atrair as empresas. “Queremos iniciar um projecto piloto de parque industrial. E isto vai iniciar-se para o ano, em Díli, porque vamos ter o novo porto, onde teremos também o parque que facilite os investimentos e escoamento dos produtos para omercado internacional”. Gil Alves explica que haveria vantagens de “produzir em Timor os produtos de que a Europa precisa. Por exemplo, produtos electrónicos provenientes da China ou da Malásia sãomuitos consumidos. Podiam ser feitos em Timor e exporta dos para a Europa. Para Portugal haveria também uma vantagem. Teria os seus produtos, que podiam ser escoados para a Ásia”. E promete benefícios fiscais para as empresas que se instalarem em Timor.

Oministro,que esteve em Portugal na semana passada, numa comitiva governamental, foi professor de economia da Universidade de Díli, depois de anos de militância pela independência de Timor-Leste.

Ensul vai reabilitar área de mais de dois hectares em Díli

A construtora Ensul-Meci, em Timor há oito anos,vai elaborar um projecto para o Governo de Díli, Que passa pela reabilitação do centro da cidade, numa área, que segundo o ministro Gil Alves, ocupará um espaço demais de dois hectares. Em declarações ao Negócios, Rui Sousa, responsável pela empresa em Timor, explicou que neste momento um memorando para um acordo, que foi, aliás, oficializado na semana passada, para o projecto que deverá entrar agora numa fase de estudos. O projecto deverá concluir uma série de edifíciosno centrode Díli, para comércio e mesmo hotéis, que a Ensul está interessada em explorar nofuturo.

A empresa,que tem uma carteira de obras em Timor de 5 milhões de dólares (3,8 milhões de euros), pode ainda ter mais projectos na calha. Gil Alves explicou que estava em conversações com a empresa“ para fazer infra-estruturas para os ministérios. No meu ministério tenho tido conversas coma Ensul para que fizéssemos um projecto comum, ou seja, de construção de edifícios para o governo”.

You can leave a response, or trackback from your own site.